
Pequeno cemitério construído por volta de 1840, para o sepultamento de três escravos que foram assassinados violentamente por um senhor estanceiro de nome Bárrios, como castigo pela morte acidental de um menino branco, enteado de um vizinho, que foi ferido enquanto brincava com os negros, num momento de folga.
Um dos escravos teve sua cabeça decepada e mantida em exposição na ponta de um poste em frente a casa para intimidar aos demais. Isso apenas serviu para aumentar a ira dos negros que conspiraram entre si e mataram o “estanceiro justiceiro” a pauladas num momento em que ele dormia à sombra das árvores.
Sendo que este fato, não contou a participação de José Fugante, o padrasto do menino morto, que segundo contam queria bem aos negros e mesmo sofrendo pela perda do enteado, não aprovou o “feito” do vizinho e pediu aos familiares que quando morresse queria ficar junto de seus escravos e de fato assim foi, contrariando a Lei Imperial de 1850, que proibia que escravos fossem sepultados no mesmo cemitério que os brancos.
O pequeno cemitério está localizado no local chamado Igrejinha, a cerca de 7Km da cidade e consta que é o único do gênero, no Rio Grande do Sul.